quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Anti-estatísticas pessoais














Fui assaltada duas vezes. Uma vez durante uma viagem de avião por uma senhora de aparência “normal” acompanhada pela filha de (talvez) 8 anos. Tinha os dedos com anéis de ouro e colares também de ouro. O “normal” traduzia-se numa aparência de classe média portuguesa, talvez dona-de-casa, e sim, poderia imaginar que seria imigrante antes de mo dizerem. Enquanto fui à casa-de-banho a senhora foi à minha carteira e tirou-me 50 euros. Achei estranho que ela se tivesse assustado tanto quando, à espera das malas, eu me aproximei para lhe desejar felicidades. Ela deu um pulo quando me viu, perdeu toda a cor e não me sorriu. Foi isso que me fez pensar que algo estava errado. E estava.

Da segunda vez foi um casal de aparência alemã que me tirou a carteira (porta-moedas para o pessoal do norte) da mala (carteira para o pessoal do norte) enquanto eu jantava num fast-food. Aparentavam ser de classe média-baixa (critérios alemães). Ele vestia o típico estilo hiphop alemão para homem, com boné à Frankenstein preto, casaco e calcas largas, ténis. Ela vestia o típico estilo hiphop alemão para mulher, cheinha, com roupa justíssima, casaco curto, lourissima, rabo de cavalo e quilos de rimel nos jovens olhinhos. Talvez fossem teenagers ou apenas jovens, sou muito má a avaliar idades. A carteira apareceu mais tarde numa chamada zona “problemática”, que não tem nada a ver com as nossas zonas problemáticas (pelo menos com as que conheço).

Conclusão (tipo moral da estória): you never know.

2 comentários:

G! disse...

a imagem do cão está fantástica...

como diria o Forrest...Life is like a box of chocolates...

ecila disse...

G! o cao tem mesmo ar de "not guilty", nao tem? ;-)