terça-feira, 29 de setembro de 2009

Todos deviamos ver

Vi o filme A Era da Estupidez. Eramos uns dez numa sala de cinema enorme e vazia. Metade desses dez eram estrangeiros. Acho que mesmo que não sejamos estupidos estamos sem dúvida na era da estupidez.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

A era da estupidez

The Age of Stupid will launch in Portugal on September 22nd 2009 as part of the Global Premiere. A Green Carpet Premiere with a live debate will be followed by the film to an audience of environmental journalists as well as emblematic guests connected to environmental issues.

AlcabidecheCascais
Porto


The Age of Stupid Global Trailer w/Brazilian Portuguese subtitles from Age of Stupid on Vimeo.

Site

(desculpem não ter traduzido mas preparo-me para apanhar o avião que me levará às praias de Portugal - isto sou eu a dizer que ainda não fui à praia este ano e que preciso de ir senão não aguento mais um Inverno alemão - amanhã, irei à inauguração do filme Age of Stupid em Lisboa)

domingo, 20 de setembro de 2009

O que se passa hoje algures

Estima-se que mais de 27 milhões de pessoas no mundo sofrem nas mãos do negócio sujo de tráfico de humanos. Literalmente são escravos: desde trabalho infantil, a exploração de imigrantes, ou a prostituição. 24% das vitimas do tráfico humano são crianças, 66% são mulheres e 79% do total das vitimas são sujeitas a exploração sexual (dizendo assim não dá bem para entender o que isto significa, é inimaginável). A ideia é tão estranha na nossa Europa moderna que dificilmente compreendemos como é que alguém cai nas mãos de tráfico humano. É por isso que vos mostro este documentário. Atentem bem para onde é que a maioria das vitimas de tráfico humano com fins sexuais se destinam (não, não é a Turquia).



""Sex Slaves" is a gripping documentary expose inside the global sex trade in women from the former Soviet Bloc. The film takes viewers into the shadowy, multi-billion dollar world of sex trafficking. Part cinema verité, part investigation, Sex Slaves puts a human face on this most inhuman of contemporary issues. From the villages of Moldova and Ukraine, to underground brothels and discotheques in Turkey where many women are trafficked and forced into prostitution, we witness first-hand the brutal world of white sex slavery"
Aqui poderão aceder a actualizações sobre os destinos das mulheres entrevistadas no documentário.

district 9

"District 9" is one of the most original and tasteful SF films I have seen. Watch the trailer here.

It is set in an alternate timeline in director Neill Blomkamp's native South Africa where insectoid aliens have landed in a giant ship. However, they are not portrayed as evil creatures, trying to take over or destroy the human race and their planet. On the contrary, they arrive ill and malnourished, as refugees, and are forced to live in inhumane conditions and poverty in a slum, isolated from the rest of the (Johannesburg) population. They are derogatively called "prawns" (derived not from the shellfish but from the Parktown Prawn, a giant cricket native to Johannesburg). Here is the rest of the story without revealing too much: When a special agent is accidentally exposed to a mysterious alien substance, he finds himself a hunted man and this suddenly changes the entire perspective.

Even though it was a low-budget movie, I believe they made one of the most outstanding SF films of the last years, one that can be admired from a technical (the CGI is amazing!), dramatic (great acting), narrative (with a few drawbacks), and educational point of view (the movie tackles issues like xenophobia, the corruptive potential of power, the inability of people to learn from history or to see beyond their own side of the table, the dark side of human capabilities when confronted with despair, media manipulation, poverty and exploitation of the weak etc. The metaphorical connotations cannot be ignored: starting from the apartheid history (the signs of the movie and of the preceeding marketing campaign reminded me so much of the apartheid signs) up to recent issues: Interestingly enough, the film shoot coincided with attacks and killings of Zimbabwean refugees living in the shanty towns.

I believe that the movie tries to show that unless one is forced to see through the other's eyes, one might never understand the limits of one's own perspective.

source 1, source 2

Check out the D9 website.

sábado, 19 de setembro de 2009

Up

"Up" foi uma surpresa. Para nós adultos (oh para nós tão adultos que somos) o filme começa por não convencer. Pois, pois, uma casa a ser puxada por balões. O cérebro dos adultos consegue ser uma seca. Aos poucos o filme conquista-nos pelo humor, como a maioria dos cartoons Disney/Pixar. É interessante como rir nos faz baixar as armas. A mensagem é clara (estes filmes têm todos a tal mensagem), quantos de nós vivemos agarrados a sonhos antigos, a coisas que sempre quisemos fazer desde pequenos, sonhos que nos deixam cegos para ver a realidade e as possibilidades de novos sonhos? Pois, não sei quantos de nós, eu por acaso não sou nada assim, tenho uma péssima memória, lembro-me lá de sonhos antigos. Bom, mas o que queria dizer, é que conheço algumas pessoas assim. Que me dizem que se não conseguirem, sei lá, tirar um ano para navegarem no mar, nunca se irão perdoar ("sei lá" é como quem diz que conheço uma pessoa exactamente assim). E vivem nesta angustia. Calculo que irão morrer nessa mesma angustia, porque a vidinha de gente grande é um pouco mais chatinha que a de gente pequena (não é comum o patrão dizer, claro, claro, toma lá o subsidio de férias e o do Natal e vai lá concretizar esse teu sonho, manda postais sim?). O filme mostra-nos a necessidade de "deixar ir", olhar para o presente, para as pessoas no nosso presente, e investir em novos sonhos. Achei isso maravilhoso! Além disso a palavra esquilo entra muitas vezes, e já é sabido que eu gosto desse bichinho. Atentem na piada do esquilo que é genial. E mais, antes do filme per se, mostram uma animação sobre como se fazem os bebés que é soberba (para quem não sabe como se fazem bebés é indispensável). Não cheguem atrasados. Recomenda-se!

Gosto mais do Klee que do Twitter


The Twittering Machine de Paul Klee, 1922

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Pérolas das legislativas 2009

Para quem anda à procura de resumos dos programas eleitorais (eu! eu!) encontrei quem se tenha dado ao trabalho de pôr todos os links num post. São catorze partidos. Obrigada Paulo! Irei ler todos para me decidir (isto digo eu agora).

Começei pelo Partido Democrático do Atlântico. Tem um nome tão bonito, cheira a mar e isso é sempre positivo (excepto talvez em casos de tsunamis). A data está um pouco desactualizada, estamos em 2009 e não 2008. Não é importante, digo para mim, é apenas falta de meios (cheira-me também a falta de jovens, começo a torcer o nariz). E depois dou de caras com esta pérola:


err...
NEXT!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O corpo das mulheres

Nos comentários do post "Mudar o discurso", ntozei deu a sugestão do documentário "O corpo das mulheres" que vi ontem à noite. Muito a propósito e muito obrigada.

Aqui podem vê-lo na integra (25 minutos) com legendas em português (obrigada a quem fez a legendagem) "...para contar o que está acontecendo não só a quem nunca assiste a televisão, mas especialmente a quem a assiste mas “não vê”".

"Porque é que não reagimos? Porque é que não nos apresentamos com a nossa verdade? Porque aceitamos esta humilhacão contínua? Do que temos medo?"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

fallen princesses


There is no question that storytelling has an immense value for each society and that fairy-tales are a wonderful means of educating. They can be extremely subtle and tackle many important issues in a way that can be accessible to children, but that can also be understood on different, more complex levels by adults.

But story-telling is not stories being told. And fairy tales are not Disney World. Because ever since we were kids most of us have been immersed in a meaningless, consumer-driven world. We were being fed on prescribed dreams. And then the time comes when we have to let go, to stop dreaming, to wake up and be rational. Why, in the first place? It's easy to label today's youth as "disillusioned", but aren't we all part of this outcome?

Dina Goldstein manages to take those illusory fantasies of the childhood, and expose them by placing the flawless image of Disney princesses in the middle of (sobering and many times tough) reality.

From my point of view, fairy tales can be extremely inspiring. I don't think Dina Goldstein criticizes the content or concept of fairy-tales (in fact, many original Grimm and Andersen stories - e.g. "The Little Mermaid" - had quite dark themes) but rather the wrapping.

picture via likecool (also here: see the rest of the series)

bendito machines


Bendito Machines are at the moment three short animated movies, directed by Jossie Malis, produced by Zumbakamera and inspired by oriental Shadow Play. Themes of the series are power, greed, control, consumerism, capitalism, religion, superstition etc. Issues and problems of people are mirrored in a sarcastic way to create a final one hour film (a series of 10 episodes) which is supposed to reach people all over the world, who might recognize their society and its problems. It is supposed to make people aware of and question what they usually try to forget or repress, just because it is an unpleasant, dangerous or difficult issue. If you understand Spanish, check out this interview.

Here are the links to Bendito Machine 1 and Bendito Machine 2. Here is a link to an audio discussion of Jossie Malis on the first two episodes (in English).

Here you can watch Bendito Machine 3: "Obey His Commands":


Director: Jossie Malis
Music: Sxip Shirey
Country: Spain
Year: 2008

In my opinion, it is about how new media replaces old media and how people worship everything they don't understand. The radio is replaced by the TV (sending subliminal messages), which is replaced by something resembling a computer. I the end people are actually the slaves of technology. However, the main point is that people don't seem to understand, that they should not worship each and every idol they receive but rather the entity on that mountain, who is providing them with their "toys" and which in the end destroys the city.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

the dark side of tradition



immersion



Mudar o discurso

O blog The Illusionists sugere a leitura do livro "Body Outlaws" que fala sobre redefinir os critérios de beleza actuais e aceitar a diversidade na beleza. Parece-me que está na altura de pensar sobre o assunto. As pressões que nos rodeiam vêm de todo o lado, cada esquina, cada anuncio, e pior, vêm das amigas que lêem revistas ditas femininas (ditas porque deviam ser chamadas de "como satisfazer os homens" e pronto ficava logo tudo esclarecido) ou vêm demasiada televisão (vai dar quase no mesmo), e que se centram em comentar a vestimenta desta e daquela, desconhecidas que entram no café e que eu não vejo, porque não são homens, logo quero lá saber como é que vestem ou como se apresentam. Se me opinarem sobre o estilo de algum homem, ainda vá, mas o que me interessa a mim as mulheres. Mas não. As mulheres entretém-se a apontar o dedo não a eles, mas a elas. A exigir o impossível delas próprias e das outras que não lêem revistas ditas femininas e que preferem muito mais comentar homens do que mulheres (leia-se eu). Mas o que é que eu quero saber se aquela tem um ar assim, assado ou cozido? Os meus assados (e cozidos e assins) são sempre com homens, a mim interessa-me que eles é que sejam giros, atraentes, bem cheirosos, bem vestidos, cheios de estilo e inteligentes (objectivamente falando). Elas, interessam-me que sejam boas amigas. É só. Calculo que eles sintam (em relacão contrária) mais ou menos o mesmo.

A sexualidade de cada um sofre muito com a falta de auto-estima, mais do que com a falta de todos os milhões de atributos físicos perfeitos que é suposto termos. Auto-estima é das caracteristicas fisicas mais atraentes. E pode ser impressão minha, mas tenho notado que esta obsessão pelo físico feminino juntamente com um diminuir da sua auto-estima física, está a adquirir contornos estranhos, até mesmo entre as minhas amigas (mais as portuguesas). Minhas queridas, está na hora de virar o disco que esta canção já enjoa, que é como quem diz, mudar o discurso. É que já basta que eles falem delas, agora tambem temos que levar com elas a falar delas? pensem lá bem.

Adorei este excerto do livro que refere uma das muitas pressões roçando a paranóia, nos tempos que correm: a depilação.

"Why had body hair become such a nemesis for women? It poses no health risks. It is not hygienic to remove; it is not cleansing to shave. Rather, the complications arise during the eradication: cuts, infections, rashes, ingrown hairs, dry skin, burning. Is this hairless ideal yet another variation on the tune of ‘let’s take the best (boobs, curves in some places, hair in very few places) and leave the rest (hips, curves in other places, hair in lots of other places)’? Or is it: ‘Let’s make women look like 8-year-olds so we can treat them as such’? Or is it: ‘If women can fill up their extra hours shaving and obsessing about their bodies, then they won’t have spare time to plot world takeover’? Or maybe it’s: ‘Women are so grossly overpaid and just don’t spend enough on pads, tampons, pantyliners, Ibuprofen, shampoos, conditioners, deodorants, that we should coax them to buy razors, waxes, creams and bleaches.’ A-ha, it’s probably: ‘How about setting another unattainable ideal for women so they will always fall short of the mark.’ I mean, what are women if they’re not feeling insecure about something or another?"

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A liberdade

A frase "Que alguém seja livre a vida inteira. Já nem me interessa quanto dura uma vida." do maravilhoso Novo Mundo mexeu comigo. Sermos livres nem sempre é fácil, mas gosto da ideia de liberdade. Acho mesmo que a minha vida, sem saber como, corre para a liberdade. Como se o Universo inteiro me pressionasse a ser livre, ainda que todas as amarras cerebrais (ou serão sociais, ou serão o mesmo) me queiram manter presa. Uma a uma vou cortando as cordas. Não tarda voarei. Eu sei. Sinto. E depois ninguém me apanha. Serei mais um ponto feito de estrelas.

(imagem daqui)

adagio


"Adagio" is a fable about human nature, elegant, melancholy, dark, tensionate and deep.

It is a ten minutes long stop-motion animation created by Russian master-animator Garry Bardin set to Remo Giazotto’s Adagio in G minor. As an artist with a supernatural sense for material, he used a paper folding (also known as origami) technique in the film because he felt that the idea of "Adagio" and its visual solution required paper as a perfect material. Indeed, the shapes, shadows, and the exquisite camera work manage to bring to life and express a vide range of emotions in a brilliant masterpiece. It took nine months to produce "Adagio". Bardin and his team of animators tried to manually move the paper figures, strange half-men, half-birds creatures, using the trial-and-error method.

"Adagio" which is a philosophical parable exploring the conflict between a hero and the crowd is loosely based on a romantic short story written by the famous Russian writer Maxim Gorky about a young man named Danko and his burning heart. In the story, Danko belonged to a tribe of strong men that were forced by their enemies to retreat into the depths of an old dark forest filled with swamps. Danko, young and brave, believed that there was a way out of dark and hostile forest, and (like David among the Hebrews) he boldly offers to save his people from the ruin with which they are threatened, to lead them onward to light and life. But soon they started to grumble. Fueled by fear and darkness, frustration and anger grew among them. Danko looked at the people and saw only hatred in their faces, and the flame of desire to save them flared up in his heart.

In his short amazing animation, Bardin was able to meditate on many burning issues - intolerance to different opinions and religions, ignorance and lack of desire to learn the history lessons, suspicion that easily turns to hatred for someone who stands out. It is easier to worship the dead hero than to follow him while he is alive. It is unbearable to see that someone is pure and shining – it feels great to smear them, to make them as grey as everyone else around. "Adagio in G minor" widely known as simply Albinoni's Adagio, one of the most frequently recorded pieces of Baroque music, brings tragic and sublime mourning to the film.


thank you ecila for sending me the link to this absolutely astonishing animation!




Nota de ecila: esta maravilhosa animação Adagio veio do
Adágio, um blog a não perder de vista.

we are all dots.

“I, Kusama, am the modern Alice in Wonderland.”
(at the press release of the "Alice in Wonderland happening",1968)

Background:
Yayoi Kusama was born in 1929 in Matsumoto City, Japan. She is best known as a plastic artist, although she has written several books, designed fashion, and made a film ('Self-Obliteration'). Despite having had a heavy influence of Andy Warhol and many other New York artists of the time, she remained relatively unknown. She was born into a reasonably wealthy family, driven and governed by her strict mother, who wanted her daughter to be raised in a traditional way. The constant pressure and rejection by her mother may have triggered her illness. At the age of ten Kusama's mental illness became apparent when she began to see visions of proliferating patterns made up of dots, nets and other shapes. These hallucinations were extremely frightening, as they threatened to dissolve her self into the patterns she had been seeing.
"One day I was looking at the red flower patterns of the tablecloth on a table, and when I looked up I saw the same pattern covering the ceiling, the windows and the walls, and finally all over the room."
Whether by accident or not, Kusama discovered that through drawing and painting these experiences, she was able to gain some kind of control over them. Her mother did not share this view and violently reacted to Kusama's attempts to spend her time on art, subjecting her to torrents of physical and mental abuse.

Over the years Kusama's work progressed onto photography and performance art. In 1967 she staged 'Body Festivals' and 'Anatomic Explosions'. These basically involved naked people and having polka dots painted on them until the police inevitably turned up. Numerous happening against the war involving naked people and public orgies followed. In the early 70s Kusama returned to Japan. She now lives in a mental institution and has her own private studio to create work.

Themes and motivations:

Kusama calls herself an "obsessional artist". Self-obsession permeates throughout Kusama's artwork as it all relates to her own attempts to come to terms with her psychological and mental condition. Her representation of phalluses depicts her fear of obsessive sexual motifs. Infinte repetitions (infinity nets), patterns and ubiquitous polka dots are her favourite motifs, which she explores through painting, collage, light installations and other forms.

"A polka-dot has the form of the sun, which is a symbol of the energy of the whole world and our living life, and also the form of the moon, which is calm. Round, soft, colourful, senseless and unknowing. Polka-dots can't stay alone; like the communicative life of people, two or three polka-dots become movement... Polka-dots are a way to infinity."

Her work became increasingly dematerialized and less obsessive-compulsive throughout her life, which attests the fact that she managed to use art as a form therapy for herself.

"Every time I have had a problem, I have confronted it with the ax of art."



check out this collection of dots

Jellyfish is in the house

A partir de hoje este blog virou internacional com a fantástica participação de jellyfish, alguém que vive, como eu, com a cabeça em Wonderland. Inteligência a sair-lhe pelas orelhas, imaginação, escrita, cérebros, arte, cultura Japonesa, filmes, enfim... quero ser assim quando for grande! (utilização histérica propositada do ponto de exclamação). Por aqui poderão aparecer textos em todas as línguas do mundo (quiçá um futuro com línguas vindas do Universo ha ha). Porque imagino a Wonderland exactamente assim, a vibrar de sons diferentes, ideias a saltar como pipocas, olhinhos a brilhar, espanto sem fim. Espero que gostem.

(imagem daqui)

the ugly

One of five Romanians has already met or will meet "The Ugly" at least once in their lifetime. Neagu Djuvara or Mihaela Miroiu have encountered one of these meetings. You can see and hear their and other heroes' story now. Why heroes? Because their stories are real and full of courage. It happens for the first time in Romania: The ones who have met the Ugly are speaking publicly about it.

Listen with an open mind. Learn.

Follow this link. Each wallpaper hides a story. All stories have English subtitles.

A coproduction The Carter Center and Deutsche Welle

Thank you ecila for allowing me to post on your wonderful blog! - jellyfish

domingo, 6 de setembro de 2009

E assim começa

"Nasci em um tempo em que a maioria dos jovens haviam perdido a crença em Deus, pela mesma razão que os seus maiores a haviam tido - sem saber porquê. E, então, porque o espírito humano tende naturalmente para criticar porque sente, e não porque pensa, a maioria desses jovens escolheu a Humanidade para sucedâneo de Deus."

Fernando Pessoa em o Livro do Desassossego.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

E ela contou-me as suas experiências durante a guerra II

A Alemanha foi dividida em quatro partes nos anos a seguir à guerra. Antes disso, regiões da Alemanha, pura e simplesmente, deixaram de ser a Alemanha e passaram a pertencer à Polónia e à União Soviética. Milhares de pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas, as suas quintas, a sua terra, o seu país e andar quilómetros com o que pudessem carregar até chegar às regiões onde lhes era permitido ficar. Os meus avós foram dessas pessoas. Abandonaram a pequena quinta que tinham e atravessaram a pé parte da actual Polónia com os seus sete filhos. Dois deles morreram pelo caminho.

Eram os refugiados e chegaram aos milhares a uma Alemanha destruída. Estes refugiados não tinham nada e a Alemanha não tinha nada para lhes dar. Numa Alemanha praticamente destruida não existiam habitações, muito menos para os refugiados. As mulheres foram a grande força construidora do pós-guerra. Existem muitas fotos em que se vêm mulheres, idosos e crianças a recolher as pedras dos edifícios bombardeados. Os homens jovens escasseavam. Foram estas pessoas que, depois de lavar as pedras, construíram casas na nova Alemanha que não era um país. A Alemanha passou a quatro regiões divididas entre as nações vencedoras: os EUA, a União Soviética, a Grã-Bretanha e a França. Como não se conseguiam utensílios para viver, tudo foi aproveitado, fizeram-se panelas de capacetes militares, vestidos de pára-quedas, bases para ovos de granadas. Era o único material disponivel, relativamente abundante e a necessidade torna as pessoas criativas.

Berlim ficou dividido em quatro. Mas Berlim ficava no meio da Alemanha russa. E os russos não gostavam da ideia de ter os aliados no meio do seu novo território. Tentaram então expulsá-los com a estratégia de os isolar. Cortaram todas as estradas que levavam a Berlim ocidental. Se as pessoas não recebessem alimentos, não teriam outra hipótese senão desistir e entregar Berlim inteiro à União Soviética. Foi então que os EUA (e outros) estabeleceram um acesso aéreo para chegar a Berlim e fornecer os seus habitantes. O sucesso desta "ponte aérea" fez recuar os russos. As tensões continuaram. A guerra fria começava.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Animais do Katrina

O documentário "Dark Water Rising" mostra o esforço pós-Katrina para salvar os mais de 50.000 animais de estimação que foram deixados para trás à sua sorte (ao seu azar). Foram deixados para trás. Mas não só deixados para trás. Foram deixados acorrentados, presos, foram deixados feridos, foram mortos pelas autoridades que prometiam aos seus donos protegê-los, foram rapidamente esquecidos, abandonados, foram vitimas sem escolha. E este documentário não mostra apenas o resgate de quem foi deixado para trás, mas a natureza humana, não só a obscura traiçoeira e cruel faceta de alguns humanos, como também a boa vontade, a esperança, a força alem-limite de quem perde empregos para voluntariamente salvar estas vitimas esquecidas. Vale a pena.




Site oficial