terça-feira, 30 de março de 2010

Próximo Oriente

I've recently come across a wonderful Portuguese blog that features well-documented musical inspiration from China and Asia. The program is called "Próximo Oriente/Middle East", it is created by Hugo Pinto and runs on Radio Macau. Have a listen, it is worth it: an unexpected breath of fresh air. Highly recommended! Here's just a taster: All mixtapes are so good that I did not know which one to pick. I embedded the most recent one below:

segunda-feira, 29 de março de 2010

Escutem bem



"Até agora Portugal não fez nada, não pensa fazer nada e deixará tudo ao critério da autoridade europeia da segurança alimentar." Uma tristeza.

Heloísa Apolónia do partido dos Verdes (PEV), finalmente alguém a dizer aquilo que tem que ser escutado, aquilo que tem que causar reacção.

Portugueses acordem. Mexam-se. Temos que combater o cultivo de transgénicos em Portugal antes que seja tarde demais. Assinem as petições, escrevam cartas, passem à acção. Isto é muito importante!

Em causa está a vossa saúde e a dos vossos filhos, a saúde de todos nós.


domingo, 28 de março de 2010

Excusado será dizer

que esta nova campanha da Angelus Novus, que inclui a imprescindível leitura do Caderno de Memórias Coloniais da Isabela Figueiredo, é fantástica. Simplesmente fantástica.

quinta-feira, 25 de março de 2010

O amor é isto

Um extraórdinario curto filme de amor, a ver aqui

Através de Jellyfish Tales

Transição

"No próximo dia 10 de Abril (Sábado), não se trata apenas de assistir a um colóquio.

Em que mundo vivemos? Qual é de facto o diagnóstico da situação? Quais são as soluções?

Vamos ficar conformados com a brutal e crescente desigualdade social e económica? Com o hipotecar do nosso futuro pela cultura política dominante? Com o agravar do sofrimento psíquico em milhões dos nossos concidadãos? Com uma competição predatória? Com o agravar da concentração financeira e económica? Com a manutenção de consumos irresponsáveis e inconscientes? Com a destruição das florestas, da biodiversidade, da água potável e fóssil, do mundo marinho, dos solos ricos?


A forma mais eficaz de fazer chegar a Permacultura às pessoas, é através das Iniciativas de Transição, que têm a espantosa capacidade, de fazer convergir pessoas com estilos de vida muito diversos, neste processo de mudança, em que finalmente a sociedade civil, agarra o futuro com as suas mãos.

No próximo dia 10 de Abril em Pombal, joga-se o futuro do Movimento Transição em Portugal. Joga-se o nosso futuro."

"O evento é organizado pela Associação Rio Vivo (www.ariovivo.blogspot.com), com o apoio da Fundação Vox Populi (www.fvp.pt), e o Projecto Coisas do Vizinho (www.coisasdovizinho.ning.com).


Inscreva-se enviando um email para a.rio.vivo@gmail.com, com os seguintes dados:

• NOME
• MORADA
• CÓDIGO POSTAL
• CIDADE
• EMAIL
• OCUPAÇÃO/PROFISSÃO

Faça o pagamento (10 euros por cada inscrição) por transferência bancária:

NIB 0033 0000 45390079509 05. Na operação indique sempre, como referência, a palavra "transição" e o 1º e último nomes.

Ou desloque-se à Loja Coisas do Vizinho em Pombal, no Largo do Cardal, Rua Almirante Reis (Túnel do Cardal) Loja E2, 3100-443, onde pode fazer a sua inscrição e o pagamento (10 euros por cada inscrição), directamente.

Mais informações pelo 965578572 ou 968063345.

Comboios CP horários para o Colóquio da Transição:

Porto-Pombal com duas hipóteses de chegada: 9h09 e 10h22 (a tempo da sessão de apresentação)!

Lisboa-Pombal com três hipóteses de chegada: 9h05, 9h28 e 10h13 (a tempo da sessão de apresentação)!
"

Para quem está em Portugal é de aproveitar :-)

sexta-feira, 19 de março de 2010

quinta-feira, 11 de março de 2010

Teoria das tretas

O outro dia debatia com um amigo sobre a Guerra. Sou, acho que obviamente, anti-guerra e ele não (antes da conversa não era), porque diz que a Guerra faz parte do instinto humano, algo com que a natureza nos dotou como meio de higienização do mundo, assim uma espécie de impulsionador do progresso, blá blá, etc, etc (já conhecemos a conversa, não é verdade?). Pois eu acho o seguinte (que foi o que lhe disse): durante a minha vida, que só tenho uma, não desejo Guerra nem para mim, nem para os meus. Ele responde, eu também não. Ora bem, os argumentos poderiam acabar aqui – como considerar normal que outros sofram aquilo que nós não queremos sofrer? Isto só por si devia bastar para acabar com qualquer discurso pro-guerra papagueado por quem ouviu papaguear. Mas continuámos.

Primeiro, só tenho uma vida. Não me interessa mesmo nada perdê-la na Guerra para que se faça uma impulsão no progresso. Sério, não me interessa mesmo nada. Juro. Prefiro até mudar-me para uma casinha simples, cultivar a minha comidinha, fazer fogueiras e prescindir do conforto do progresso se isso significar a minha vida. Se eu a perder que me interessa a mim o progresso? Quero continuar a ver as estrelas no céu, a cheirar flores, a tomar banhos no mar, quero a brisa de Verão, paisagens esplendorosas, rir. Quero a vida! Aliás, que me interessa a mim, e ao planeta, que se tenha impulsionado a energia nuclear graças à Guerra (a descoberta já vinha de trás), que interessa isso aos milhares que perderam a vida ou perderam alguém querido em Hiroshima e Nagasaki? ou aviões mais rápidos, ou armas estupidamente eficazes? O único progresso que me poderia fazer ponderar dar a minha vida seria o progresso de salvar vidas e proteger o planeta, uma causa humanitária. De facto, algumas descobertas medicinais foram feitas durante a Guerra, o que não significa que não tivessem a chance de serem feitas noutra altura e de outra forma. As descobertas e o progresso aconteceriam mesmo sem guerra, a guerra apenas as impulsionou devido a uma intensa necessidade e competição entre nações. Ou não existe progresso sem guerra? Deixem-se de ser influenciados pela linguagem manipuladora da propaganda. Guerra não é paz e, principalmente, guerra não é progresso. Acordem para o que é real. Pensem pela vossa cabeça.

Segundo, é tudo muito bonito quando acontece aos outros e quanto mais longe melhor, não é assim? Higienização (whatever that means), progresso, descobertas, conhecimento, sim senhor, lindo!...cof, cof... desde que não seja às minhas custas. Pois claro. Como poderei considera-la "natural" para os outros, estranhos algures que não conheço? Seria muito egoísmo achar que eles apenas fazem parte dos planos da natureza e da misteriosa higienização, desde que não me envolvam a mim ao barulho. Escondemo-nos por trás das nossas ideias abstractas, tão bonitinhas e certinhas, dos nossos jogos estratégicos de xadrez, cegos aos verdadeiros interesses da Guerra (poder e dinheiro), e construímos lindas teorias, que impressionam qualquer gajo no café, que demonstram a suprema inteligência da nossa retórica, que alimentam discussões bio-socio-filosóficas complexas (teorias da treta, é o que lhes chamo) desde que… não seja a nossa casa a cair, não sejam os nossos irmãos a morrer, não sejam as nossas filhas a serem violadas, não sejamos nós na sala de tortura. Não sejamos nós, de repente, entregues a algum psicótico que voluntariamente se alistou para matar pessoas, e que pode, finalmente, ao abrigo da lei da guerra (tudo vale e tudo será possível no meio de tantos horrores anónimos desconhecidos), dar azo à sua imaginação sanguínea. Desde que não sejamos nós! Desde que não sejamos nós os subjugados! É preciso lata. Tudo muito bonito quando longe, quando nos livros de história, na televisão, material para debates e discussões politicas, cientificas e até serve para entreter. Tudo muito bonito, tudo muito blá blá blá, mas a realidade não é essa. A realidade é o agora. A tua vida, a vida deles.

Ele responde, gosto muito de ti.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Unir esforços


A excelente Plataforma Portuguesa por uma agricultura sustentável -Transgénicos Fora - procura neste momento pessoas que queiram contribuir e colaborar com eles. Tendo em conta que é das únicas organizações portuguesas que activamente nos esclarece sobre os perigos dos transgénicos e que procura proteger a agricultura sustentável em Portugal (desde quando é que agricultura normal passou a ser especial?), lanço aqui um pedido de ajuda em nome da plataforma:

- Investigação: Contribuir para a investigação da composição do mercado de arroz em Portugal. Esta actividade envolve principalmente fazer pesquisa na internet e a produção de um trabalho referenciado. A questão principal para este trabalho de investigação é: Quais as empresas activas e quem controla o mercado, especificamente, quais são os 'market shares' destas empresas nos vários componentes do mercado (produção, importação, processamento, distribuição) e no mercado total?

- Teatro/acção de rua: Pessoas que têm vontade/capacidade de desenvolver ou participar em acções de teatro de rua com o objectivo de dar visibilidade à campanha e mostrar o que a plataforma transgénicos realmente é: um movimento de cidadãos preocupados, responsáveis e activos.

Por favor enviem um mail individual para diels.johan@gmail.com, indicando no assunto quais destas actividades gostariam de contribuir.

Espalhem a palavra. Neste momento, considerando as perigosas noticias vindas da Comissão Europeia relativas à abertura ao cultivo de transgénicos na Europa, todo o tempo é urgente e todas as acções preciosas. Obrigada.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Respiração procura-se

Ando mesmo sem respirar, porque tenho um prazo apertado a cumprir de mil revisões a fazer, mais envios-reenvios para supervisor, mais carta lambe-botas a revisores, mais complexa estratégia de manter distância de colega-ladrão, mais outro artigo por acabar, mais adiar vida para depois disto. Se tivesse uma cabeça mais abstracta, que infelizmente não tenho (não tenho e não há nada a fazer), metia-me na meditação ou num daqueles seminários em que as pessoas visualizam bolas de energia a percorrer o corpo e tal. Porque parece que funciona. Já tentei, não vejo nada, não sinto nada, não serve de nada. Acho giro. Mas a minha cabeça não é abstracta. Ainda por cima!

Escrita em Social Media



Directamente dos sets de David Armano

Ai o estado actual deste blog se não fosse a Jellyfish... obrigada Jellyfish por saberes o que me faz rir :-)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Women Without Men


See below for an impressive trailer for Shirin Neshat's movie which is based on Shahrnush Parsipur's excellent feminist novel "Women Without Men". To view some of Shirin Neshat's visual artwork link here. To read more on the movie link here (in Persian) or here (in German).

The movie describes the lives of several Iranian Women during the military coup d'état in 1953. According to Neshat, the movie is about how wrong it is to judge a culture and a society not only from outside the frame, but from within a different frame alltogether (hence biased). People need to be understood within the context of the complex dynamics of their cultural, philosophical and ideological values. And I could not agree more with this view. I am looking forward to seeing this movie. The music to the movie was composed by Ryuichi Sakamoto.


terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Formas de resistência


"Whatever you do will be insignificant, but it is very important that you do it."
Mahatma Gandhi



Encontrei em grupos do facebook, nomeadamente no grupo português "Zona Livre de OGM" ao qual podem aderir caso tenham facebook (mesmo que não tenham, podem ainda assim enviar uma carta ao Barroso ;-)), uns exemplos de cartas que podem ser enviadas directamente para a Comissão Europeia.


"Caro Presidente da Comissão Europeia,
Venho por este meio expressar a minha total oposição à autorização da cultura de qualquer organismo geneticamente modificado (OGM) na União Europeia.
Por um lado, desconhecemos os efeitos que a longo termo os OGM podem provocar na nossa saúde e na dos animais que também os consomem. Por outro, os OGM são ambientalmente perigosos, dado que o pólen dessas plantas pode propagar-se de forma incontrolável, por intermédio, por exemplo, dos insectos polinizadores, ameaçando assim a riqueza da biodiversidade existente mesmo fora dos limites das suas explorações. Acresce a isto a questão dos restritivos direitos de propriedade intelectual sobre as suas sementes, absolutamente inaceitável seja do ponto de vista económico, social ou ético.
Também não considero razoável que, com o motivo de “acabar com a fome no mundo”, se produzam OGM na UE, tendo em conta que estes produtos não foram testados convenientemente. Tal medida acabaria por acentuar ainda mais as condições de desigualdade existentes, reservando aos pobres os alimentos perigosos. Trata-se, no fundo, de uma falsa questão, uma vez que os OGM constituem já um negócio milionário de grandes empresas que dominam ou pretendem dominar os mercados internacionais. Ora, a UE não serve para defender os interesses da Monsanto ou da Bayer e a segurança alimentar é um direito dos seus cidadãos e um dever dos seus responsáveis políticos!
Neste sentido, é imperativo que os cidadãos tenham conhecimento dos produtos que consomem, mas também do processo e condições da sua produção. Do ponto de vista do direito do consumidor, considero por isso fundamental a identificação de todos os produtos derivados directa ou indirectamente de OGM disponíveis no mercado da UE.
Desde o caso das vacas loucas às consequências do aquecimento global, a história mostra que não nos podemos guiar apenas por critérios económicos para tomar decisões políticas com implicações tão importantes na vida dos seres humanos e dos ecossistemas.
Por todas estas razões, considero que, tal como tem sido feito em várias partes do mundo, a UE deve aplicar o princípio da precaução no que toca à utilização de OGM, proibindo a sua cultura e importação. Com consideração,"

Li também outra carta, do Rodolfo Sousa, da qual gostei bastante e que transcrevo abaixo:

"Caro Presidente da Comissão Europeia,
Saudações cordiais. Escrevo-lhe a propósito da votação relativa à autorização de produção de organismos geneticamente modificados (OGM), tais como cereais que produzem pesticidas e batatas resistentes a antibióticos. Até há bem pouco tempo considerava a questão dos OGM secundária, visto que tecnologias invasivas (como a irradiação) de mutação de sementes eram aplicadas à décadas, sendo que as autoridades tinham sido eficazes a proteger os consumidores e ambiente de efeitos maléficos severos. A informação resumida abaixo fez-me mudar de ideias e pedir-lhe que lute com empenho por uma moratória eficaz dos OGM na UE.
Primeiro, fiquei incrivelmente surpreendido com o resultado dos mais de 4 anos de desregularão na América do Norte: colheitas sem aumentos de nutrição ou produção (pois aumentos de quantidade eram compensados com redução da qualidade) e com aumentos entre 600% a 1000% do uso de químicos com consequências desastrosas para os trabalhadores nas fileiras alimentares e para o ambiente. A OMS estima que cada ano há cerca de 40000 mortes (não intencionais, excluindo suicídios) derivadas do uso de pesticidas e entre 3 a 4 milhões são severamente intoxicados. Na Argentina, trabalhadores estão a aplicar herbicidas não diluídos e cada vez mais tóxicos e a atacar as super-ervas daninhas resistentes ao “Roundup” da Monsanto à mão. Numa altura em que se investe em incentivos à agricultura biológica parece-me um contra-senso aceitar a escalada tóxica que os OGM actualmente implicam.
A explicação para a proliferação destas super-ervas (algumas delas espécies comerciais indesejadas) é que não é possível conter os OGM no ecossistema. Por exemplo, se o agricultor A planta soja OGM resistente ao herbicida 1 e o seu vizinho agricultor B planta soja OGM resistente ao herbicida 2 uma terceira planta resistente a ambos os herbicidas 1 e 2 pode surgir e invadir campos de outras espécies (e.g., trigo). Naturalmente uma empresa inventa um super herbicida e a escalada tóxica prossegue. Este é o perigo mais sério e comprovado para os ecossistemas e a saúde pública.
Mais, OGMs que têm pesticidas na sua composição (incluindo as partes da planta para consumo humano) suficientemente fortes para matar insectos que se alimentam deles não lhe parecem algo perigoso que deve ser cuidadosamente investigado? Se estes venenos matam insectos deverão ser consumidos por humanos sem estudos semelhantes aos elaborados para os medicamentos? Dá-los-ia aos seus filhos? Sobre o tema recorda-se que também o DDT era considerado seguro pelos seus promotores comerciais - “There is not one published peer-reviewed report in the world stating that genetically modified foods are safe”.
E, finalmente, há a questão de poder social. As OGMs são a ferramenta mais poderosa inventada até agora para o controle por grandes grupos económicos da cadeia alimentar global. O que foi decidido por tribunais na América do Norte num caso da Monsanto é incrível: 1. não interessa como é que os genes patenteados da Monsanto chegam a um campo, 2. todas as plantas objecto de polinização cruzada são propriedade da Monsanto (esta defende mesmo que basta uma planta num campo para accionar indemnizações) e 3. não interessa se foi ou não usada a função para a qual a modificação genética foi elaborada (e.g., o uso do herbicida Roundup da Monsanto). Mas como atribuir patentes sobre formas de vida que geram vida elas próprias livremente no ambiente?"

A minha própria carta é uma mistura das duas e uns acréscimos pessoais. Infelizmente, sei que a maioria das pessoas às quais enviei esta carta não a irão enviar, por muito que concordem com o que o lá vem escrito. Isto porque estão muito ocupadas com a vida delas, porque se auto-desculpam com “isto não adianta nada” e, pasmem, porque têm medo. Sim, medo. Acredito que se a comissão europeia receber milhares de cartas a protestar, milhares!!, então a nossa resistência terá impacto. E aí não há que ter medo, milhares fazem a distinção entre identificação individual (incrivelmente é disto que as pessoas têm cada vez mais medo) e resistência em massa. Desta é que é, ou nos unimos, ou será tarde demais.

Podem enviar para a Comissão Europeia aqui.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Vomitante

"Durão Barroso quer impor cultura de OGM na União Europeia
08.02.2010
AFP

O presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, quer relançar o processo de autorização da cultura de dois organismos geneticamente modificados (OGM) considerados polémicos, muito rapidamente depois da entrada em funções da sua nova equipa na próxima semana.

Esta notícia foi confirmada à AFP por várias fontes europeias, afirma a agência noticiosa.

"A autorização da cultura de milho MON 810 e a batata Amflora é uma das suas prioridades", indicou uma fonte do interior da Comissão Europeia, sob a cobertura do anonimato.

"Ele quer avançar muito depressa para se desembaraçar deste problema que o afectou no seu primeiro mandato", confirmou um responsável europeu.

A primeira reunião da nova Comissão está agendada para dia 17 de Fevereiro, "mas a agenda de trabalhos está ainda em preparação", precisou a porta-voz da Comissão, Pia Ahrenkilde Hansen.

A multinacional Monsanto espera pela renovação da autorização de cultura do MON 810, único OGM que é actualmente cultivado dentro da União Europeia, enquanto a BASF batalha pela sua batata.

Com efeito, estão em jogo enormes interesses financeiros: a BASF estima entre 30 a 40 milhões de euros que poderão ter origem na Amflora, se a sua cultura for autorizada.

"Barroso não raciocina de outra forma que não seja em termos de mercados e de relações comerciais", sublinhou o responsável europeu. "Ele baseia-se em avisos científicos que dizem que os OGM não apresentam riscos para a saúde, mas não se preocupa com as possíveis consequências a longo termo para o Ambiente", lamentou a fonte do interior da Comissão Europeia.

A partida do grego Stavros Dimas, comissário do Ambiente que se opunha à cultura dos OGM, facilita a tarefa a Durão Barroso, que, no entanto, terá de considerar as reticências dos Estados. Seis países, entre os quais a França e a Alemanha, interditaram a cultura do MON 810 e onze Estados pediram autorização para interditar todas as culturas de OGM.

Barroso sofreu uma derrota política no ano passado quando 22 países votaram contra a sua proposta para levantar as interdições e os Governos europeus são actualmente muito reticentes à autorização para produtos OGM. Isto devido à oposição da opinião pública, inquieta com a possível toxicidade destes produtos."


Além do que está no titulo este homem é um vendido.

Hoje no Publico

domingo, 31 de janeiro de 2010

Gigante Monsanto - último lugar em ética


Esta semana, a Empresa suíça de investigação Covalence apresentou o ranking anual de ética de empresas corporativas mutinacionais. Para completar o seu índex de ética, a Covalence compilou sete anos de informação quantitativa e qualitativa sobre 581 empresas. O estudo baseou-se em 45 critérios que incluem legislação laboral, desperdício de gestão e direitos humanos. Tratando-se de um índex de reputação, o critério da Covalence incorpora ainda media, industria e documentos de organizações não governamentais (NGOs) na sua avaliação.

Monsanto, a gigante e poderosa multinacional especializada em produção de sementes transgénicas, ficou em ULTIMO lugar no ranking de ética. A empresa que lidera mundialmente o mercado de sementes geneticamente modificadas, tem sido, como sabem os leitores deste blog, alvo de várias criticas sérias quanto ao seu modo de actuar. Entre muitas das suas acções criminosas, encontram-se os frequentes processos de acusação injusta aos pequenos agricultores que lhe fazem frente.


Grande surpresa? Não. Estranho é que empresas criminosas como esta ainda sejam permitidas de sequer existir.

Podem verificar o resto da lista de empresas multinacionais sem ética aqui.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O medo da palavra vem da ignorância

"

feminismo

Eu não sou feminista, mas as mulheres têm de ter as mesmas oportunidades que os homens. Não sou feminista mas as mulheres têm de ganhar o mesmo que os homens. Não sou feminista mas sou contra o sexismo. Estas e outras frases semelhantes, que se podem resumir numa só - não sou feminista, mas sou a favor da igualdade dos géneros - são afirmações que nos habituamos a ouvir à nossa volta no meio dos aplausos de interlocutores masculinos.

Ao contrário dos outros “ismos” o feminismo tem a particularidade de poder ser definido e vivido individualmente e ao mesmo tempo ser visto como uma ameaça quando se assume como colectivo. Cada mulher define-o como quer, como lhe dá mais jeito, retira dele as partes que lhe interessam e recusa as que estorvam os seus objectivos pessoais ou que esbarram nas suas convicções. Podemos até tirar-lhe a palavra. Podemos dizer que somos femininas e não feministas e assim ridicularizar quem acredita que o primeiro não existe no segundo. Ficam à toa sem saber como atacar aquilo que é na sua essência feminista mas já não parece feminista porque se declara feminino.




Não há quem descreva melhor o que sinto do que a Maria N.

Já somos isto tudo há muito tempo

"Há, sim senhor!
Há um Portugal sério, um Portugal que trabalha, que estuda; curioso, atento e honrado! Há um Portugal verdadeiro que não perde o seu tempo com inimigos fantásticos e cujo único desejo é apenas e grandemente ser Ele próprio! Há um Portugal, o único que deve haver e que afinal é o único que não anda por causa dos vários Portugais inventados de todos os lados de Portugal! Há um Portugal profissionalista, civil e insubornável! Há, sim senhores! Mas entretanto...
Entretanto, a nossa querida terra está cheia de manhosos, de manhosos e de manhosos, e de mais manhosos. E numa terra de manhosos não se pode chegar senão a falsos prestígios. É o que há mais agora por aí em Portugal: os falsos prestígios. E vai-se dizer de quem é a culpa de haver manhosos e falsos prestígios: a culpa é nossa, e só nossa!"

José de Almada Negreiros, In Diário de Lisboa de 3 de Novembro de 1933

Visto no Anovis Anophelis

Manhosos e falsos prestígios, juntemos a beatice, e temos o contínuo problema de Portugal.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Em Portugal

Sim, em Portugal.



Visto no blog O Tempo Chegou...

Desta é que foi

Hoje cruzei-me com o senhor alto da biblioteca, que afinal não é assim tão alto, a perspectiva sentado versus em pé leva-nos a algumas ilusões de(s)medidas. Ele viu-me e preparava-se para virar a cara e continuar caminho, quando eu lhe atirei com um "hallo" nada esperado. Ele disse "hallo" de volta, sorriu reconhecidamente, e eu lá continuei, contente comigo mesma, feita tótó, como se tivesse feito uma grande coisa. Não foi uma grande coisa, não foi nada. Mas ele não sabe dos posts que já escrevi sobre isto. E o meu sorriso a caminho de me sentar no cubículo do "Uni - my prison", foi relativo aos posts. Pronto. Esta etapa foi superada. Daqui para a frente serei uma habituée aqui do sitio. Pertenço oficialmente às estantes de livros, cubiculos, mesas ordenadas, livros empilhados, folhas espalhadas, laptops abertos, atmosfera concentrada e aconchegante da biblioteca. Ah lá vai aquela menina da biblioteca. Há quem me chame menina, são uns doces.

Por grande coincidência subi no elevador com dois portugueses, também carregados de livros e laptops, coisa muito rara (para mim, única) nestes sítios. Mas a estes disse logo olá, desejei-lhes um bom estudo e adeus. Que já chega de posts sobre timidez tótó (isto do tótó é só em relação a mim, pois, por vezes, sou de facto muito tótó).

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Salvar a biodiversidade


Pela vossa saúde e a dos vossos, literalmente, e pelo futuro de todos, assinem esta petição da Plataforma Portuguesa por uma Agricultura Sustentável, que visa, enquanto é tempo, a protecção da biodiversidade agrícola portuguesa face ao risco das sementes transgénicas, sobre as quais já muito se escreveu aqui.

Acredito que esta campanha poderá ter um papel decisivo no futuro da agricultura e qualidade da alimentação em Portugal. A recolha de um número significativo de assinaturas - que terá que ser muito grande - pressionará o governo a proteger a agricultura sustentável e a ter em conta os nossos interesses e direitos por uma alimentação saudável de escolha transparente (o que não é actualmente o caso).

Se calharam neste canto da minha cabeça por acaso, sendo novatos e muito bem-vindos, poderão esclarecer dúvidas que tenham sobre sementes transgénicas clicando no link da viodeoteca da plataforma ou tirando um tempinho para ver alguns documentários listados na categoria "Alimentação" (ali ao lado): O Futuro da Alimentação (The future of food), Food Inc, We Feed the World, O Mundo Segundo a Monsanto, muitos etcs.

Lembrem-se de pôr o vosso nome e número de BI no campo de mensagem da assinatura.
Muito obrigada a todos :-)

Link da petição em defesa de uma agricultura biodiversificada

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Não me estou a queixar

Pode parecer, mas não. Eu adoro o sol, mas adoro também a neve. Mil vezes a neve que a chuva irritante e típica desta cidade. Por mim podia ser o Inverno todo só com neve. Neve até à Primavera, na boa. Convenhamos que prefiro uns grauzinhos negativos (que não sejam os -45°C da Noruega, chiça) com neve, aos 3 a 5°C positivos com chuva chata e cinzenta.

Estão a ver como o cérebro está congelado, que raio de post é este?

O meu cérebro

...Anda tão congelado como a dona. Vocês nem imaginam o frio que está sempre que ponho o nariz fora de casa. As temperaturas variam entre -7 e 0°C. Preciso de um gorro para o nariz!

Pois é, estou de volta à Alemanha.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

thirsty boy

Meet "Black Boy Wanting Water", a 2008 guerilla marketing campaign for Music Is Life that I have recently discovered on Ecopop.

"It's a perfect example that proves that successful marketing communications is not about a big budget, but about big ideas. Not only did this Belgian-created campaign raise awareness about the issues surrounding clean drinking water, but it also generated almost five million dollars in charitable donations in only six days."

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Modernices

Levo o portátil para a cozinha, abro o website das receitas e sigo os passos descritos no vídeo. Tudo isto perante o ar de espanto e riso da minha mãe. Dependente das novas tecnologias? Nããããã...

É mais ou menos isto

Adoro a Alemanha no Natal. Por todo o lado vejo luzes de bom gosto nas janelas, nos canteiros, nas árvores dos quintais. Um requinte de magia que muito aprecio, que aliás, adoro. Não adoro Portugal no Natal. Gosto, mas não adoro. Porque excepto o centro de Lisboa, o resto é feito de pais natais de plástico ou material insuflável a subir por todo o lado do prédio, inclusive já vi pais natais a sair de chaminés gigantes em plenas varandas particulares, luzes psicadélicas indutoras de ataques epilépticos, enfim, um desfile de mau gosto a condizer com... a falta de bom gosto urbanístico e arquitectonico.

Se na Alemanha sorrio ao ver as magnificas decorações que me aquecem o coração com a sua aparente magia, em Portugal todos os anos (desde que as lojas baratas passaram a fazer parte da sociedade) rio-me a sério, acho tudo muito cómico. Mas não consigo decidir qual o que prefiro, se a magia se o gozo. É que rir faz bem. Mas a magia traz-me paz.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

jwt shanghai & hailong li: shan shui animation

This post has been originally posted on Neocha EDGE.

The China Environment Protection Foundation(CEPF) recently commissioned JWT Shanghai to develop three print advertisements using shan shui style art by renowned landscape artist Yang Yongliang. The advertisements, titled Global Warming, Industrial Pollution, and Automotive Pollution, aimed to raise public awareness of ongoing environmental damage to China’s environment and were displayed as subway posters and full-page newspaper ads. The ads bear a striking resemblance to traditional Chinese paintings but, when looked at closely, portray environmentally unfriendly factories, cars, and buildings littering the landscape. The campaign has been a big hit with both the public and the press. The printed ads have received a number of international awards: Cannes Lions 2009 Outdoor Silver Ads, New York Festival Awards 2009, NYF 2009 Print Gold ads.

Consequently, the print ads have been adapted into an excellent animated short (see below) directed by Li Hailong from Beijing's One Production to run on air and on plasma screens in the Shanghai People Square Subway Station. The animation short was awarded the "Spikes Asia Gold Craft Spike" prize in the Category "TV - Best Use of Animation/Computer Graphics/ Special Effects" at this year's Spike Asia - Asian Advertising Festival. Additionally, the entire campaign won a number of Lotus awards at AdFest 2009, including gold for social engagement, best use of illustration, best art direction, and animation.

Apart from its mere artistic value, the campaign has also communicational and educational value: Raising public and governmental awareness might be the first step towards change. The campaign's worth is to be seen in the fact that, it manages to highlight the threat that ignorance represents to cultural identity by making use of aesthetic cues charged with traditional value.

Li, a graduate of the Beijing Film Academy with a degree in animation, told us he did not try to solely address environmental issues but also social ones as well: "The campaign expresses a societal attitude change with respect to the concept of "survival" – it activates an "environmental mindset" by addressing motives deeply rooted in everyone's psyche: the universal drive for continuance and the desire for a comfortable life."

Li explained that he made use of exaggerated imagery in order to emphasize the lack of space and suffocation people are confronted with today in China – a phenomenon, he says, that leads to increased levels of societal anxiety, confusion, and ultimately, a redefinition of necessity that exploits nature and replaces it with artificial substitutes.

Bravo JWT and One Production.

I would like to thank Hailong for his interview, patience and helpful comments.